Como a conversão funciona
Cada unidade de uma categoria guarda um número: o seu tamanho em relação à unidade base daquela categoria — o metro para comprimento, o metro quadrado para área, o litro para volume, o quilo para peso, o segundo para tempo. Converter passa a ser uma operação só: multiplica pelo fator de origem para chegar à base e divide pelo fator de destino para sair dela. Passar por uma base, em vez de guardar cada par de unidades, evita acumular erro de arredondamento em conversões encadeadas — e adicionar uma unidade nova custa um número, não dezenas.
Temperatura é a exceção, e vale entender por quê. As outras categorias são escalas de razão: zero significa ausência da grandeza, então um multiplicador resolve. Celsius e Fahrenheit são escalas intervalares — seus zeros são pontos arbitrários, não a ausência de calor — então a conversão precisa de multiplicação e deslocamento. É também por isso que 20 °C não é "duas vezes mais quente" que 10 °C, e por que uma diferença de 10 °C equivale a 18 °F, e não a 50 °F.
As conversões que derrubam todo mundo
- Galão americano vs britânico. 3,785 L contra 4,546 L — 20% de diferença. Receitas americanas, consumo de combustível e medidas de pub britânico não compartilham galão.
- Onça: peso ou volume? A onça fluida mede volume; a onça mede massa. Só são intercambiáveis para água, e mesmo assim por aproximação. Este conversor as mantém em categorias separadas de propósito.
- Tonelada, short ton, long ton. A tonelada métrica tem 1.000 kg. A short ton americana tem 907 kg. A long ton britânica tem 1.016 kg. Dados de carga e de emissões raramente informam qual delas.
- Unidade quadrada não é linear. Um metro quadrado não são 3,28 pés quadrados, e sim 10,76 — porque o fator de conversão entra ao quadrado. O mesmo vale para unidades cúbicas.
Métrico e imperial, em resumo
O sistema métrico é decimal por construção: os prefixos deslocam a vírgula, então converter dentro dele é mover casas. As unidades imperiais nasceram de referências humanas — um pé, uma mão, um grão de cevada — e suas relações são irregulares: 12 polegadas num pé, 3 pés numa jarda, 1.760 jardas numa milha. Essa irregularidade é exatamente o motivo de conversão de unidade ser ferramenta, e não conta de cabeça.
Desde 1959 as unidades imperiais são definidas legalmente em função das métricas. Uma polegada é exatamente 25,4 mm por acordo internacional, não por medição. É por isso que os fatores aqui são exatos, não aproximados.
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Perguntas frequentes
Por que temperatura é tratada diferente das outras unidades?
Porque as escalas de temperatura têm zero deslocado. Comprimento é proporcional — 0 m é 0 pé, e dobrar um dobra o outro — então basta um multiplicador. Mas 0 °C é 32 °F, então a conversão exige multiplicação e soma. É também por isso que você não converte uma diferença de temperatura com a mesma fórmula de uma leitura.
Qual galão o conversor de volume usa?
Os dois estão listados separadamente. O galão americano tem 3,785 litros; o galão imperial britânico tem 4,546 litros, cerca de 20% maior. Receitas e dados de consumo dos Estados Unidos e do Reino Unido não são intercambiáveis, e essa é a fonte de erro mais comum em conversão de volume.
Qual a precisão dos resultados?
Os fatores são os valores exatos definidos internacionalmente — uma polegada é exatamente 0,0254 m, uma libra exatamente 0,45359237 kg — então o único erro é o arredondamento de ponto flutuante, muito abaixo de qualquer medição prática. Os resultados aparecem com até oito casas e mudam para notação científica nos extremos.
Por que o mês tem 30 dias aqui?
Porque mês do calendário não tem tamanho fixo. Usamos 30 dias para mês e 365 para ano para que a conversão seja determinística. Quando o calendário exato importa — contrato, juros, prazo — conte as datas reais em vez de converter.