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makeshortwork.com Calculadora de Custo de Deck

Calculadora de Custo de Deck

Informe as medidas, o material e os seus preços. Você recebe a lista de compra inteira — réguas, vigas, mestras, pilares, sapatas e fixação —, a perda de corte mostrada à parte, o material separado da mão de obra e o custo em dez anos, que é o que decide madeira contra compósito.

O deck
Réguas do piso
Drenagem e dilatação. 3 a 6 mm. O compósito dilata mais que a madeira e pede a folga maior.
Entre eixos. 40 cm na madeira, 30 cm na maioria dos compósitos.
Guarda-corpo e escada
Preços de material
A peça comercial quase nunca bate com a medida do deck. 10% é o usual.
Mão de obra
Custo ao longo do tempo
Lixar e aplicar stain ou óleo, produto e mão de obra, por unidade de deck.

Quanto custa o deck

Total
Material Mão de obra

Lista de compra

Composição do custo

Planta da estrutura

Os preços são pontos de partida típicos, não um orçamento. Vãos, seção do pilar e profundidade da sapata dependem da madeira, do solo e da norma local — mande conferir a estrutura antes de construir.

Viga é vão + 1, e a conta se repete três vezes no mesmo deck

Divida o comprimento do deck pelo espaçamento e você tem o número de vãos — os espaços entre uma viga e outra. Você não tem o número de vigas. Cada vão é fechado por uma viga em cada ponta e vãos vizinhos dividem a viga do meio, então sobra uma no fim da estrutura. Quinze vãos são dezesseis vigas.

O que quase nenhuma ferramenta trata é que essa conta aparece três vezes num deck só. As vigas ao longo do comprimento são a óbvia. As linhas de viga-mestra no sentido da largura são a segunda: 3 m de largura com barrote vencendo 2,40 m dá dois vãos, ou seja, três linhas de mestra, não duas. Os pilares ao longo de cada mestra são a terceira. Errar as três num deck de 6 × 3 m tira uma viga, uma mestra e alguns pilares — uma falta que não aparece no papel e para a obra num sábado de manhã.

O último vão também quase nunca é inteiro. Espaçamento é alvo, não divisor: 6,00 m a cada 40 cm deixa um vão final com o que sobrou, e esse resto é uma medida de marcação real, que vai riscada no rodapé da estrutura. A ferramenta mostra o resto em vez de arredondar ele para fora da tela, porque quem não sabe que o último vão é curto descobre com a régua já cortada.

A folga entre as réguas é medida, não acabamento

Régua de deck não se assenta encostada. Entre uma e outra fica uma folga — de 3 a 6 mm — e ela faz duas coisas: escoa a água da superfície em vez de deixá-la parada em cima da junta, e dá para onde a peça ir quando trabalha com a variação de umidade.

Essa folga faz parte da largura que cada régua ocupa. Régua de 14 cm com 5 mm de folga ocupa 14,5 cm de deck, então uma largura de 3,00 m leva 21 fileiras, e não as 22 que saem de dividir 300 por 14. Ignorar a folga superestima a quantidade em todo deck que você orçar — é o jeito silencioso de a calculadora mandar você voltar da madeireira com peça que não vai usar e não vai conseguir devolver.

Tem um detalhe de segunda ordem que quase todo mundo erra junto: N réguas têm N−1 folgas, não N. A última régua encosta na borda e não leva folga depois dela. Num deck largo isso vale uma fração de peça; num deck estreito é a diferença entre terminar numa régua inteira e terminar numa tira de três centímetros serrada no lugar. A contagem aqui é o menor N em que N × largura + (N−1) × folga cobre a medida.

No compósito a folga não é recomendação. A madeira encolhe ao secar e ganha folga com o tempo; o WPC faz o contrário — ele dilata no calor, no comprimento e na largura. Deck de madeira plástica assentado apertado embarriga no primeiro verão, e o fabricante vai apontar para o manual de instalação, não para a garantia. Por isso o preset de compósito aqui já abre com folga maior e com viga a 30 cm em vez de 40 cm.

Cumaru, ipê e itaúba: o que muda entre elas na prática

As três aparecem no mesmo orçamento e são tratadas como intercambiáveis, o que não são.

MadeiraDensidadeOnde ela ganhaOnde ela perde
Cumaru Muito alta Dureza, resistência ao apodrecimento, preço abaixo do ipê Movimenta bastante; exige furo-guia e boa secagem antes de assentar
Ipê Muito alta A mais estável e durável do trio; superfície fecha bonito A mais cara e a mais difícil de trabalhar; furo-guia obrigatório
Itaúba Alta Estável, boa para clima úmido, mais barata que as outras duas Menos dura; risca mais fácil em área de trânsito pesado

A escolha entre elas mexe menos no orçamento do que a maioria imagina, porque a diferença de preço por m² entre cumaru e itaúba é pequena perto do peso da mão de obra e da estrutura embaixo. O que realmente muda o custo é a espessura da régua e o espaçamento das vigas que ela exige: régua mais fina precisa de viga mais junta, e viga mais junta é mais madeira de estrutura, mais parafuso e mais horas. Trocar régua de 21 mm por régua de 15 mm parece economia até a estrutura embaixo cobrar a diferença.

Vale dizer o óbvio que ninguém escreve: madeira dura de lei precisa de furo-guia em todo parafuso. Sem ele a régua racha na ponta, e régua rachada na ponta é a peça que apodrece primeiro. Isso é hora de mão de obra, não material — e é uma das razões pelas quais a diária num deck de ipê não é a mesma de um deck de pinus tratado.

Chuva e sol forte destroem deck malfeito muito mais rápido aqui

O clima brasileiro é implacável com deck de madeira, e por dois motivos que agem juntos. O primeiro é a radiação ultravioleta: o sol quebra a lignina da superfície, a peça acinzenta e a fibra levanta. Isso é estético e reversível — lixa e reaplica. O segundo é a chuva com calor, e esse não é reversível: madeira molhada que não seca em algumas horas vira ambiente de fungo, e fungo em clima quente trabalha o ano inteiro, sem a pausa de inverno que o hemisfério norte tem.

O que separa um deck que dura vinte anos de um que apodrece em cinco quase nunca é a madeira. É a ventilação por baixo, o caimento e a folga. Deck precisa de ar circulando embaixo — um vão livre e aberto nas laterais, não fechado com alvenaria dos quatro lados virando uma estufa úmida. Precisa de caimento de 1 a 2% para a água correr para fora em vez de empoçar. E precisa da folga entre réguas trabalhando como dreno.

Prático: nunca apoie viga direto em contato com o solo ou com laje sem barreira. Use sapata que levante a peça, com pé metálico ou manta separando madeira de concreto — concreto puxa umidade por capilaridade e entrega direto na ponta da viga, que é a face mais absorvente da peça. Essa é a falha número um em deck residencial no Brasil, e ela custa a estrutura inteira, não uma régua.

Deck de piscina é outro projeto

A madeira pode ser a mesma; quase todo o resto muda.

O compósito ganha bastante terreno aqui, porque cloro e água salgada não o atacam e ele não precisa de reaplicação de óleo numa área que fica molhada todo fim de semana. Em compensação ele esquenta no sol direto — o que numa borda de piscina, onde se anda descalço, deixa de ser detalhe.

Deck alto: pilar, sapata e guarda-corpo

Preço por m² é o número que todo mundo procura, e ele engana no instante em que o deck sai do chão. A superfície de cima cresce com a área; a estrutura de baixo não.

Pilar mais alto é mais esbelto, e coluna esbelta flamba antes de esmagar — então a malha de pilares fecha conforme o deck sobe. A calculadora usa 2,40 m de espaçamento até 1,20 m de altura, 1,80 m acima disso e 1,50 m acima de 2,40 m. Cada pilar a mais é também uma sapata a mais, escavada e concretada. E a mão de obra por m² sobe junto, porque altura significa andaime, escada e duas pessoas para erguer cada peça: o preço da hora é o mesmo, o número de horas por m² é que muda.

O limiar de 60 cm merece atenção porque é degrau, não rampa. Abaixo dele, nada. Acima dele, guarda-corpo em todo lado aberto — e guarda-corpo é o metro linear mais caro de um deck, frequentemente mais caro por metro do que a régua é por m². Dois decks de planta idêntica, um com 55 cm e outro com 70 cm, não estão a poucos por cento de distância um do outro.

Metade do orçamento é mão de obra — e é a metade que varia

Num deck executado por empreiteiro, a mão de obra costuma ficar entre 40 e 60% do total. Só isso já justificaria separar as duas colunas. O que torna a separação indispensável é a variação: o preço do metro de cumaru é quase o mesmo em duas madeireiras da mesma rua, e a diária do carpinteiro não é. Dois orçamentos podem estar 40% distantes sobre o mesmo desenho sem que nenhum dos dois seja abusivo.

Um número fechado não se compara com orçamento. Duas colunas, sim. Pegue o subtotal de material daqui e compare com a linha de material da proposta: se o material da proposta estiver bem abaixo das quantidades desta página, alguém está planejando construir com menos madeira — viga mais aberta, menos pilar, régua mais fina, ou sapata que é bloco assentado em vez de concreto. Essa é uma conversa para ter antes de assinar, não depois da estrutura levantada.

A ferramenta aceita mão de obra das duas formas que o mercado cobra: preço por m² de deck, ou percentual sobre o material. No modo por área, o guarda-corpo entra por metro linear e a escada por degrau, separados — porque são as duas partes do deck em que as horas fogem completamente da proporção com a área de piso.

Perda de corte tem de aparecer sozinha na lista

Peça comercial quase nunca bate com a medida do deck. Régua de 3 m num deck de 5 m deixa uma emenda que tem de cair em cima de uma viga, e a sobra do corte costuma ser curta demais para aproveitar em qualquer outro lugar. Some recorte de canto, degrau de escada, moldura de borda e as duas ou três peças que chegam empenadas: 10% é a folga usual, e perto de 15% em deck com ângulo ou assentamento diagonal.

O que importa não é o número, é onde ele aparece. Aqui a perda é um percentual aplicado sobre a quantidade certa e mostrado como linha própria, na lista de compra e de novo na composição do custo. Perda embutida no total é o motivo de duas calculadoras divergirem 12% sem que ninguém consiga explicar por quê. Mostrada à parte, dá para discutir com ela: zere se você compra em medida exata, empurre para 15% se o deck tem diagonal, e veja na hora quanto essa decisão custa.

Madeira certificada e o que pedir junto com a nota

Comprar cumaru ou ipê sem procedência não é só uma questão ambiental — é uma questão prática e legal. Peça o DOF (Documento de Origem Florestal) ou a guia estadual equivalente, que acompanha a madeira nativa legal desde a exploração. Sem esse documento, a madeira pode ser apreendida em trânsito e, em obra, a responsabilidade respinga em quem comprou.

Certificação FSC vai um passo além do documento legal: ela atesta manejo, e madeira de manejo bem-feito costuma vir melhor bitolada e melhor seca, o que aparece na obra em forma de menos perda de corte e menos peça empenada. É comum ela custar de 10 a 20% mais caro por m² — coloque o preço certificado no campo e veja o efeito no total antes de decidir; costuma ser menos do que parece, porque a régua é só uma parte do material e o material é só metade do custo.

Peça também a umidade da madeira. Régua com umidade muito acima do equilíbrio local vai encolher depois de assentada, abrir folga além do previsto e soltar parafuso. Madeira que passou por secagem custa mais e devolve a diferença em deck que não abre no primeiro verão.

Compósito e madeira em dez anos

O WPC custa de duas a três vezes o material da madeira tratada por m² e ainda pede viga a 30 cm em vez de 40 cm, o que soma estrutura em cima do preço da régua. É por isso que quase toda comparação lado a lado termina aí e declara a madeira vencedora.

Essa comparação para uma linha cedo demais. Deck de madeira quer limpeza e reaplicação de óleo ou stain a cada dois anos — cinco tratamentos numa década, cada um deles produto mais um fim de semana ou uma diária, sobre a área inteira do deck. O compósito quer uma lavagem. Ponha o custo do seu tratamento no campo e a ferramenta calcula o total de dez anos para os dois; o cruzamento costuma cair entre o sexto e o nono ano, e mais cedo em deck grande do que em deck pequeno, porque a manutenção cresce com a área enquanto a diferença inicial, também por área, é paga uma vez só.

Nada disso faz o compósito automaticamente certo. Ele esquenta no sol direto, não pode ser lixado quando risca, e um deck de ipê bem cuidado é mais bonito no ano quinze. Mas esses são argumentos de conforto e de estética, e devem ser feitos com esse nome — em vez de entrarem escondidos atrás de uma comparação de preço que parou no caixa da loja.

O que a calculadora não faz por você

Ela não dimensiona a madeira. A ferramenta conta quantas vigas cabem no espaçamento que você digitou. Ela não diz se um barrote de 5 × 15 cm vence aquele vão naquela espécie e naquela classe, nem qual a profundidade da sapata para o seu solo. Isso sai de tabela de vão ou de um profissional. Defina as seções primeiro, depois volte e conte.

Ela não projeta a fixação na parede. Em deck encostado na casa, a peça parafusada na alvenaria carrega metade da carga do deck e é o ponto que mais falha — quase nunca porque a madeira quebrou, quase sempre porque a fixação era insuficiente ou porque não havia impermeabilização atrás dela e a parede apodreceu em silêncio por anos.

Privacidade

Todo número fica no seu navegador. A conta roda localmente, nada é enviado, nada é registrado e não existe cadastro. Isso pesa mais aqui do que na maioria das calculadoras, porque o que você digita é o preço da sua madeireira e, se você é quem está orçando, a sua diária.

Perguntas frequentes

Quantas vigas leva um deck de 6 m com espaçamento de 40 cm?

Dezesseis, não quinze. 6,00 dividido por 0,40 dá 15, mas 15 é o número de VÃOS entre vigas, não o número de vigas. Cada vão é fechado por uma viga de cada lado e vãos vizinhos dividem a viga do meio, então sobra uma no fim: 15 vãos, 16 vigas. Dividir e parar aí tira exatamente uma viga, e é sempre a da borda — justo onde a régua fica sem apoio e cede quando alguém pisa. A mesma regra vale duas vezes mais no mesmo deck: nas linhas de viga-mestra no sentido da largura e nos pilares ao longo de cada mestra.

Quanto de folga deixar entre as réguas do deck?

De 3 a 6 mm, e não é acabamento: é drenagem e dilatação. A folga tira a água da superfície em vez de deixá-la parada em cima da junta, e dá para onde a peça ir quando trabalha. Em cumaru e ipê secos, 4 a 5 mm resolve. Em pinus ou eucalipto tratado, que costumam chegar mais úmidos da autoclave, dá para apertar um pouco porque a peça ainda vai encolher ao secar. Em WPC a folga é obrigatória e maior, 6 mm ou o que o fabricante mandar, porque o compósito DILATA no calor em vez de encolher — deck de madeira plástica assentado encostado embarriga no primeiro verão e a garantia não cobre.

Quanto custa o m² de um deck de cumaru instalado?

Depende demais da região e da altura para existir um número único, mas a estrutura do custo é sempre a mesma: a régua costuma responder por 40 a 55% do material, a estrutura embaixo (barrote, mestra, pilar e sapata) por 30 a 45%, e a mão de obra por 40 a 60% do total geral. É por isso que a calculadora separa as duas colunas em vez de devolver um preço fechado: você põe o preço da sua madeireira e a diária do seu carpinteiro e o número sai do seu mercado, não da média de um mercado que não é o seu.

A partir de que altura o deck precisa de guarda-corpo?

A prática consolidada de proteção contra queda usa 60 cm de desnível como gatilho, e é esse o limiar adotado aqui. Acima disso o guarda-corpo deixa de ser estética e vira segurança — e vira também um custo por METRO LINEAR, que é o item mais caro por metro de um deck, muitas vezes mais caro por metro do que a régua é por m². Dois decks de mesma planta, um com 55 cm e outro com 70 cm de altura, não custam parecido. A calculadora avisa quando a altura digitada cruza o limiar e sugere a metragem dos três lados abertos.

Deck de piscina precisa de madeira diferente?

A madeira pode ser a mesma, mas quase todo o resto muda. A borda molhada o dia inteiro exige régua com relevo antiderrapante ou frisada, e frisada de verdade, não uma ranhura decorativa. O cloro e a água salgada atacam ferragem comum: parafuso, clipe e chapa têm de ser inox 304 no mínimo, e 316 se a piscina for de água salgada — parafuso zincado ali vira mancha marrom escorrida na régua em um verão. A ventilação por baixo passa a ser estrutural, não conforto: deck de piscina apoiado direto na laje sem respiro apodrece de baixo para cima e você só descobre quando a régua afunda.

Como uso isto para conferir o orçamento do empreiteiro?

Compare coluna com coluna, não total com total. Ponha as suas dimensões e os preços da sua região, e olhe o subtotal de material contra a linha de material do orçamento. Se o material do orçamento estiver muito abaixo da lista daqui, alguém está planejando construir com menos madeira: espaçamento de viga mais aberto, menos pilar, régua mais fina ou sapata que é bloco assentado em vez de concreto. Isso é conversa para ter antes de assinar. E confira a contagem de peças: réguas, vigas, pilares e sapatas são itens contáveis, e orçamento que não lista quantidade é orçamento que não dá para conferir.