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makeshortwork.com Calculadora de Piso e Azulejo

Calculadora de Piso e Revestimento

Informe os ambientes, o formato da peça, a junta e o padrão de assentamento. Você recebe a área líquida com os descontos, o número de peças e — o que interessa no depósito — quantas caixas fechadas comprar, com argamassa, rejunte e custo.

A área a revestir
Some todos os ambientes que levam a MESMA peça — eles dividem as caixas.
O que não leva piso
Box do banheiro, base de armário, ilha da cozinha, lareira, soleira. A área bruta sempre pede mais caixa do que a obra come.
A peça
É também a profundidade da junta.
Caixa e preço Caixa comprada depois é outra bitola e outro tom — o lote muda e ninguém avisa. Uma caixa reserva é o seguro mais barato da obra.
Argamassa e rejunte

O que comprar

Caixas a comprar
Custo estimado

As quantidades são uma estimativa a partir das medidas informadas, não um orçamento. Rendimento da caixa, preço e rendimento do saco mudam de fabricante para fabricante — confira na caixa antes de comprar e meça o ambiente de novo antes de cortar.

Planta do assentamento — primeiro ambiente

peça inteira peça cortada

O depósito vende caixa fechada, e a caixa vem em metro quadrado

Quase toda calculadora de piso da internet entrega um número de peças e para por aí. Esse número não compra nada. Você chega no depósito, pede 45 peças de 60 × 60, e o vendedor pergunta quantas caixas — porque piso sai do estoque em caixa lacrada, com 6 peças dentro e 2,16 m² impressos na lateral. Quarenta e cinco peças são 7,5 caixas, e meia caixa não existe: são oito.

Esse arredondamento é sempre para cima e não tem conversa. Sete caixas dão 42 peças e a obra para faltando três, geralmente no corredor, geralmente no sábado. É por isso que o número grande desta ferramenta é caixas, com a contagem de peças logo abaixo como detalhe de apoio. E é por isso que ela também mostra quanto de piso realmente sai da loja, que quase nunca é a perda que você digitou: a caixa arredonda uma segunda vez, depois que a perda já arredondou uma.

Vale conferir o rendimento impresso na caixa em vez de confiar no formato. O m² da caixa é calculado pela peça NUA, sem junta. Com junta de 3 mm, a caixa de 60 × 60 cobre 2,18 m² de piso em vez dos 2,16 anunciados — cerca de 1% a mais. Numa laje de 300 m² esse 1% são 3 m², quase uma caixa e meia que a conta ingênua manda comprar à toa. A ferramenta separa esses dois números de propósito.

Porcelanato ou cerâmica: quem decide é a absorção de água

A conversa de loja gira em torno de aparência, mas a classificação técnica é outra coisa. O que separa porcelanato de cerâmica esmaltada é a absorção de água: porcelanato absorve no máximo 0,5% da própria massa, cerâmica comum fica entre 6% e 10%, e há uma faixa intermediária, o grés, entre 0,5% e 3%. Quanto menor a absorção, mais denso e mais queimado é o biscoito, e mais a peça resiste a mancha, risco e umidade.

A consequência prática é contraintuitiva: quanto melhor a peça, pior ela cola. Porcelanato tem porosidade baixa demais para a argamassa ancorar mecanicamente como faz numa cerâmica porosa, e por isso pede ACIII e dupla colagem acima de 60 cm de lado. O número de peças não muda entre um e outro — o que muda é a linha da argamassa no orçamento, que pode dobrar. Na hora de comparar dois pisos pelo preço do m², compare o pacote inteiro.

PEI diz por onde a peça pode andar, e não é resistência a quebra

O PEI é uma escala de 1 a 5 de resistência da SUPERFÍCIE esmaltada à abrasão — ou seja, quanto tempo o esmalte demora a perder o brilho com gente andando em cima. PEI 3 serve para quarto, sala e cozinha residencial; PEI 4 aguenta área comercial leve; PEI 5 é para loja, corredor de shopping e afins. PEI 1 e 2 são de parede e de ambiente de pouquíssimo tráfego.

O erro comum é ler PEI como resistência mecânica. Não é. Uma peça PEI 5 pode trincar igualzinho se o contrapiso estiver oco embaixo dela, e uma PEI 3 bem assentada dura trinta anos numa sala. Para carga e impacto quem responde é o módulo de ruptura e a espessura, e para o piso do banheiro o que importa mesmo é o coeficiente de atrito: área molhada pede peça antiderrapante, com acabamento acetinado ou natural, não polido.

Bitola e tonalidade: o que está escrito na lateral da caixa

Toda caixa traz três códigos que quase ninguém olha: lote, tonalidade e bitola (às vezes chamada de calibre). Tonalidade é a variação de cor entre fornadas; bitola é a variação de tamanho, na casa do milímetro, entre uma fornada e outra. Duas caixas do mesmo modelo com bitolas diferentes assentadas no mesmo pano produzem um desalinhamento de junta que não some.

Daí duas regras. A primeira: compre tudo de uma vez, e confira se as caixas saíram do mesmo lote antes de sair do depósito. A segunda: abra e misture peças de várias caixas durante o assentamento, em vez de esvaziar uma caixa por vez — assim qualquer variação de tom se dilui pelo ambiente inteiro em vez de formar uma mancha retangular no meio da sala. E some sempre uma caixa reserva ao pedido: ela custa uma fração da obra e é a única forma de repor uma peça trincada daqui a dois anos com o mesmo tom.

A perda depende do padrão, não são 10% para tudo

Os 10% que todo mundo repete são o número do assentamento reto aplicado a qualquer assentamento, e isso é errado justamente nos padrões mais pedidos. O motivo é geométrico e fica óbvio quando se olha para a borda do pano:

Some sobre esses números, não substitua, quando o ambiente for pequeno e recortado. Banheiro de 4 m² é quase todo perímetro, e perímetro é onde se corta. Vários ambientes pequenos saindo do mesmo pedido se comportam da mesma forma, e qualquer parede torta, nicho ou ralo linear pede mais cinco pontos.

ACI, ACII, ACIII e o dente da desempenadeira

A argamassa colante brasileira segue a NBR 14081 e tem três tipos. ACI é para revestimento interno, parede, cerâmica de baixa exigência. ACII tem mais retenção de água e aditivo, e serve para piso interno, fachada de pequeno porte e área com variação de umidade. ACIII tem aderência bem maior e é o mínimo para porcelanato, para grande formato e para qualquer coisa em fachada. Existe ainda a versão E, de tempo em aberto estendido, útil quando faz calor e o pente seca antes de a peça descer.

O consumo, porém, não sai do tipo: sai do dente da desempenadeira. Os cordões triangulares que o dente deixa colapsam sob a peça em uma cama de mais ou menos metade da altura do dente, então dente de 8 mm dá cama de 4 mm e gasta uns 5 kg/m² de pó seco. Dente de 10 mm gasta uns 6,25 kg/m². É uma reta.

A dupla colagem muda a conta. Peça acima de 60 cm de lado tem empeno de fabricação suficiente para deixar vazios sob o centro mesmo com o pente bem puxado, e a norma cobra 80% de área de contato em ambiente interno seco e 95% em área molhada e fachada. Passar uma camada fina no tardoz da peça fecha esses vazios e custa cerca de 60% mais argamassa. Pular essa etapa é o que produz o piso que soa oco quando se bate com a chave e trinca no dia em que alguém derruba uma panela.

Rejunte: peça grande gasta MENOS por metro quadrado

Rejunte preenche junta, então o consumo segue a geometria da junta e não a área do piso sozinha. Cada peça é dona de metade de cada junta que a cerca, o que dá, por metro quadrado:

litros/m² = largura da junta × profundidade × (L + C) ÷ (L × C), com tudo em milímetros. Multiplique por 1,6 para rejunte cimentício ou acrílico, ou por 1,85 para epóxi, e você tem quilos.

O resultado espanta todo mundo: peça maior gasta menos rejunte. O termo (L + C) ÷ (L × C) cai conforme a peça cresce, porque peça grande tem menos metro linear de junta dentro de cada metro quadrado de piso. Um 60 × 60 com junta de 3 mm e 9 mm de profundidade consome cerca de 0,14 kg/m²; uma pastilha de 10 × 10 com a mesma junta consome seis vezes isso. Se a tabela do fabricante disser o contrário, ela está te dando um número de sacos para uma obra típica, não uma taxa.

Entre cimentício e epóxi a escolha é de manutenção, não de quantidade. O cimentício com aditivo acrílico é barato, fácil de aplicar e absorve — encardeceu em cozinha e box, escurece. O epóxi é impermeável, resiste a ácido e a produto de limpeza pesado, é o único que faz sentido em área de piscina, bancada e cozinha industrial, e é caro e implacável: tem tempo de vida na cuba e não perdoa aplicação lenta. Em obra residencial, epóxi no box e cimentício no resto costuma ser o meio-termo honesto.

Contrapiso, caimento e junta de dilatação

Piso não falha sozinho: falha o que está embaixo dele e leva a peça junto. O contrapiso precisa estar curado, limpo, sem óleo e, principalmente, plano — a tolerância usual é 3 mm em 2 m de régua. Contrapiso torto não se corrige com argamassa colante: cama grossa de cola retrai, e retração vira descolamento. Desnível grande pede autonivelante ou regularização antes da primeira peça.

Em área molhada, some o caimento: 0,5% a 1,5% em direção ao ralo, definido no contrapiso e não improvisado na hora do assentamento. E impermeabilização é camada própria, embaixo do contrapiso de regularização — placa cimentícia e argamassa não impermeabilizam nada, apenas sobrevivem à água.

Por fim, a junta de dilatação, que é o detalhe mais pulado da obra residencial. Ela vai no perímetro de todo pano (encostada na parede, fechada com selante e nunca com rejunte), sobre toda junta estrutural, em toda mudança de plano e dentro do próprio pano a cada 20 a 25 m² ou 6 m de pano contínuo em área interna — bem mais junto em área externa, onde o sol dilata a peça todo dia. A trinca reta que atravessa um piso de dois anos quase nunca é culpa da argamassa: é junta de movimentação que ninguém deixou.

O que este orçamento não cobre

A ferramenta dá quantidade a partir das medidas informadas. Não inclui mão de obra, frete, rodapé, soleira, peça de arremate, cantoneira, perfil de transição, placa cimentícia, impermeabilizante, autonivelante, espaçador, nivelador de piso, selante de junta nem aluguel de serra. Ela assume ambientes retangulares: um ambiente em L deve ser lançado como dois. Não sabe o PEI nem o coeficiente de atrito da peça que você escolheu, e não sabe se ela é adequada ao ambiente. Tudo roda no seu navegador — nada é enviado, nada fica salvo e não há cadastro.

Perguntas frequentes

Quantas caixas de piso preciso para um quarto de 3,5 × 4,2 m?

A área bruta é 14,7 m². Com peça de 60 × 60 e junta de 3 mm, cada peça ocupa 0,603 × 0,603 = 0,3636 m² de piso, então o quarto pede 40,4 peças. Somando 10% de perda do assentamento reto, são 45 peças. A caixa de 60 × 60 traz 6 peças, ou seja 7,5 caixas — e como caixa fechada não se abre, são 8 caixas. Repare que o número que serve para comprar é 8, não 45: o depósito não vende peça avulsa e o que sobra da oitava caixa vira a sua reserva.

Por que a caixa vem em metro quadrado e não em número de peças?

Porque é assim que a indústria cerâmica brasileira precifica: o preço é anunciado por m² e a caixa é o múltiplo mais próximo disso. Uma caixa de 60 × 60 com 6 peças rende 2,16 m²; uma de 80 × 80 com 3 peças rende 1,92 m²; uma de 60 × 120 com 2 peças rende 1,44 m². O detalhe que quase ninguém percebe é que esse m² impresso é calculado pela peça NUA, sem junta — com junta de 3 mm a mesma caixa cobre 2,18 m² de piso. A diferença é pequena por caixa e deixa de ser pequena em obra grande.

10% de perda serve para qualquer assentamento?

Não. Dez por cento é o número do assentamento reto, em ambiente retangular, e virou padrão da internet por preguiça. Na amarração (tijolinho) as fileiras alternadas começam e terminam com pedaço de peça, o que leva a perda para uns 12%. Na diagonal a 45° toda peça da borda vira dois triângulos e só um costuma servir: 15%. Na espinha de peixe o corte é enviesado nas quatro paredes e o retalho quase nunca reaproveita: 20%. Ambiente pequeno, com muito recorte de ralo, soleira e box, pede mais cinco pontos sobre qualquer um desses números.

Qual a diferença entre porcelanato e cerâmica na hora de comprar?

A diferença técnica é a absorção de água. Porcelanato absorve no máximo 0,5% da própria massa; a cerâmica esmaltada comum fica entre 6% e 10%. Isso muda tudo depois: porcelanato é mais denso, mais resistente a mancha e a risco, aceita área externa e molhada, e por ser menos poroso ADERE PIOR — pede argamassa ACIII e dupla colagem acima de 60 cm de lado, enquanto a cerâmica de parede interna se resolve com ACI. Na conta de material o que muda não é a quantidade de peças, é a argamassa: o mesmo piso pode custar o dobro em cola.

Preciso comprar uma caixa a mais?

Precisa, e no mesmo pedido. Toda caixa traz um código de tonalidade e um de bitola, impressos ao lado do lote. Peças de lotes diferentes têm variação de cor e de tamanho que só aparece quando estão assentadas lado a lado, e aí não tem conserto. Comprar a caixa reserva três semanas depois é praticamente garantia de lote diferente. Guarde-a deitada, seca e identificada com o ambiente: ela também é o seu seguro para a peça que trinca dois anos depois, quando a linha já saiu de catálogo.

Onde tem que ter junta de dilatação?

A NBR 13753 e a NBR 13755 pedem junta de movimentação no perímetro de todo pano — encostado na parede, nunca rejuntado —, sobre toda junta estrutural do contrapiso, em toda mudança de plano e dentro do próprio pano a cada 20 a 25 m² ou a cada 6 m de pano contínuo em área interna. Em área externa, com sol batendo, o espaçamento cai para uns 3 m. Essas juntas levam selante flexível, não rejunte. A trinca que aparece numa linha reta em piso de dois anos é quase sempre junta de dilatação que não existiu.